Umas das melhores lembranças de Renata Segtowick são seus primeiros desenhos, feitos nas paredes de sua casa, na grande Belém, ainda na infância. Memórias como essa marcaram a vida da artista, que aos 45 anos faz arte para viver.

Tradição de família, Renata carrega a arte no DNA. Filha de mãe professora de artesanato e tio pintor, pessoas fundamentais para incentivá-la a seguir no caminho da arte, embora sempre sentisse o chamado para a profissão.

“Eu sempre soube que eu tinha que ser, quando crescesse, alguma coisa relacionada à arte, ao desenho e foi uma coisa muito natural escolher fazer publicidade”, disse Renata, formada em Comunicação Social: Publicidade e Propaganda, pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1998.

Segtowick explica que a publicidade e a ilustração são um meio de vida. “É por meio delas que consigo vender a minha arte, e viver dela. As duas coisas se complementam e é um bom complemento ter a parte autoral e a parte de venda.” Disse a artista em entrevista à nossa equipe.

Além de apenas um ganha-pão, a ilustração representa para a publicitária um refúgio de vida. Ela ressalta que sem a arte muitos momentos de sua vida seriam bem mais difíceis, e carrega consigo uma crença: a arte salva.

Entre outras crenças, está a devoção a Nossa Senhora de Nazaré, uma de suas inspirações para montar a exposição Círios, que preenche a galeria virtual do meses de outubro e novembro da agência Griffo Comunicação. Trata-se de, uma coletânea do acervo de Renata, que mostra suas visões do Círio de Nazaré.

“Eu coloco muito sentimento nessas ilustrações, por elas dá pra perceber até o meu crescimento como artista, tanto tecnicamente, quanto em inspiração”, destacou a artista. Quem abrir a exposição irá se deparar com desenhos diferentes e criativos, pois Renata vê no Círio, não apenas uma festa religiosa, mas também uma manifestação cultural paraense.

São ilustrações autorais para sua marca própria de objetos e também sob encomenda para uso em publicidade. Ela traz Nazinhas morenas, amazônicas, de traços indígenas, Nazinhas matrioskas e tatuadas. Uma mistura de muitas versões, mas sem perder o estilo típico do traço de Renata Segtowick.

Texto: Eduardo Auad – Griffo Comunicação

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