As cores vibrantes, presentes na natureza de Pittsburgh, nos Estados Unidos, instigaram a imaginação do paraense Paulo Carvalho. Ao voltar a morar no Pará, passou a convergir a paisagem extremamente verde da Amazônia em cores fortes, por vezes surreais. Aquilo que passava pela sua lente fotográfica ganhou interferências para se transformar em novas possibilidades.

“Essa minha andança pelos Estados Unidos, principalmente no período do outono, mexeu com a forma como eu estava acostumado a ver a natureza amazônica. Lá, muitas árvores e florestas têm cores completamente diferentes do que temos aqui. Todas com um degradê de vermelho, laranja, amarelo que me marcaram de tal maneira que eu queria ‘passar’ para nossa natureza aqui na Amazônia”, revelou o fotógrafo.

O resultado desse trabalho pode ser conferido na exposição “Utopia das Cores”, que está na Galeria Virtual da Griffo nesse mês. A mostra traz “registros” de rios vermelhos, folhas róseas, céu amarelo e paisagens inteiras em apenas duas cores ou com um colorido intenso, para além do que os olhos podem perceber no dia a dia. Para isso, o Paulo Carvalho alia a técnica fotográfica com manipulação gráfica com a técnica de HDR, onde o contraste e alteração de cores se realizam.

“Antigamente você tinha que ir para um laboratório para fazer esse tipo de alteração. Eu faço isso digitalmente. Isso foi um marco no meu trabalho fotográfico porque me encontrei nas cores. Então, hoje, eu já olho para uma paisagem e vejo o que ela vai representar para mim em termos de cores”, contou Paulo Carvalho, que trocou a carreira de turismólogo pela de fotógrafo.

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